
Eu não sei quantos e-mail ainda te escreverei, tenha paciência, talvez este seja o último.
Preciso escrever, falar libertar-me das palavras para poder seguir em paz, ou talvez seja mais um motivo para continuar em contato com você. Será?!
Mas se você não ler jamais ficarei sabendo. É uma dor... quem já sentiu sabe o gosto.
Quando você dizia que iríamos nos ver:
Até o dia seguinte eu me transformava na própria esperança da alegria: eu não vivia... eu aguardava anciosa... sorria para o mundo, sorria para os meus inimigos, sorria para mim mesma, sorria...
Mas o seu plano era diabólico... começei a viver o drama do dia seguinte... "Sabe não deu certo, tó ocupado..." E assim você continuo, quanto tempo?
Seria o tempo que eu quizesse ouvir...
Enquanto o fel não escorresse todo pelo seu corpo,
Enquanto eu não seria mais uma vítima, eu continuaria a ouvir, esperar, ouvir, esperar...
Até que um alívio como um gemido você me disse: "Faça como você quiser"
Não tem mais jeito. Acabou... quando essas palavras aparecem na vida! É assim mesmo.
Como dizia o autor Fernando Caio de Abreu: ""Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém."
Ivete Vidigoi